Matéria do DCI mostra a iniciativa da Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo

28/04/2017 - Em Sustentabilidade

Gestão aposta em capacitação para desenvolver São Paulo
Além de cursos de formação de empreendedores , Prefeitura trabalha para retomar o Pronatec e uma plataforma que beneficiará microempresários

São Paulo – A prefeitura de São Paulo já formou cerca de 450 empreendedores criativos, de janeiro a março, por meio do curso “Acelerando Negócios Culturais e Criativos” promovido pela Agência São Paulo de Desenvolvimento (Adesempa), braço da secretaria municipal de trabalho e empreendedorismo.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, o curso vai acontecer em todas as 32 prefeituras regionais com o objetivo de fomentar o desenvolvimento local, gerando emprego e renda, em especial, nas regiões mais vulneráveis. Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Vila Nova Cachoeirinha, Vila Guilerme/Vila Maria, Capela do Socorro, Parelheiros e São Miguel Paulista são as que já receberam o curso este ano. Para contemplar a população do centro, o curso foi ministrado na Galeria Olido e no CATe Luz. O curso é realizado em parceria com o Fundo Newton e com o Britsh Council, com metodologias (Nesta e The Studio) reconhecidas no Reino Unido.

“Podemos ‘definir’ economia criativa como um negócio que depende do talento e capacidade individual. Trabalhamos para que as pessoas reconheçam seu talento como um potencial de negócio”, diz o gestor de programas e projetos da Adesampa, Eric Corrêa de Oliveira.

O secretário explica que após o curso, o empreendedor tem conhecimento suficiente para abrir seu próprio negócio. Para apoiar esta abertura surge o Empreenda Fácil, programa lançado no início de março que visa diminuir o tempo de abertura de empresas de 100 dias para 7 dias. “A Prefeitura sempre teve agentes de desenvolvimentos locais nas prefeituras regionais para orientar os empreendedores na abertura do negócio, mas muitos não conseguiam viabilizar o empreendimento por conta das burocracias e da demora”, pontua Oliveira.

Segundo o secretário, a gestão também trabalha para reduzir o fechamento das empresas. “Hoje esse processo é muito burocrático e o empresário pode levar vários anos para fechar seu negócio, o que acaba impactando negativamente a economia porque, às vezes, o empresário quer mudar de ramo ou abrir um novo empreendimento e fica impedido”, explica Eliseu Gabriel.

De acordo com o secretário, além desse e de outros cursos que visam gerar emprego e renda de forma descentralizada, a prefeitura vai retomar também o Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) na Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura. Segundo o secretário, o Centro de Apoio ao Trabalhador e Empreendedor (CATe) realizou, de janeiro a março deste ano, 450 mil atendimentos. Neste mesmo período, apareceram cinco mil ofertas de vagas em diversas empresas e setores, mas apenas 1.400 conseguiram reposicionamento no mercado.

De acordo com Eliseu, a maior reclamação das empresas é a falta de profissionalização da mão de obra, por isso a “gestão reconhece a importância de oferecer capacitação para a população tendo em vista o atual cenário econômico e a exigência das empresas”. Para ajudar os micro e pequenos empresários, Eliseu adiantou que a Prefeitura deve lançar em junho uma plataforma de compras públicas. O secretário não informou se a ferramenta é uma reformulação da Sampa Digital, criado em 2016. Segundo ele, a plataforma, desenvolvida em parceria com a IBM, vai ajudar os empresários venderem seus produtos ao governo.